A malária é uma doença infecciosa causada por um parasita unicelular (protozoário) do género Plasmodium (P). Existem quatro espécies de Plasmodium que transmitem malária em humanos: P. falciparum, P. vivax, P. ovale e P. malariae. As duas primeiras espécies causam a maior parte dos casos de malária humana. O P. falciparum é responsável pela maior parte de casos graves e mortalidade por malária.
Diagnóstico
O diagnóstico da malária deve ser feito em qualquer doente que apresente uma síndrome febril aguda (suspeita) com um resultado positivo no teste de diagnóstico rápido (TDR), ou presença de Plasmodium no esfregaço de sangue.
Modo de transmissão
A doença é transmitida de uma pessoa para outra através da picada de mosquitos do género Anopheles (An.).
Manifestações clínicas:
Para o efeito das normas do MISAU, a malária é classificada em termos clínicos em malária não complicada e malária complicada.
MALÁRIA NÃO COMPLICADA
Malária sintomática sem sinais de gravidade ou evidência (clínica ou laboratorial) de disfunção de órgão vital. Os sinais e sintomas de uma malária não complicada são inespecíficos: Cefaleias, cansaço, dores articulares, mialgias, desconforto abdominal, mal-estar geral, febre temperatura axilar ≥ 37.5˚C) ou história de febre, arrepios de frio, sudorese, anorexia, vómitos e/ou diarreia e agravamento do mal-estar. Em crianças é frequente observar-se anemia (palidez na palma das mãos) com Hgb<8 g/dl e tosse.
A febre, a cefaléia e as mialgias são os sintomas mais frequentes da malária não complicada em zonas de alta transmissão como é o caso de Moçambique.
MALÁRIA GRAVE /COMPLICADA
Definição: Num doente com parasitémia (formas assexuadas) por P. falciparum e sem outra causa óbvia para os sintomas, a presença de um ou mais dos seguintes achados clínicos ou laboratoriais, classifica o doente como sofrendo da malária complicada/grave:
Prostração, alteração da consciência coma, incapacidade de se alimentar, respiração profunda, dificuldade respiratória (respiração acidótica), convulsões repetidas, colapso circulatório ou choque, edema pulmonar, hemorragia espontânea anormal, icterícia clínica e evidência de disfunção de outro órgão vital, hemoglobinúria, anemia grave, hiperpirexia (temperatura axilar ≥ 39.5˚C), insuficiência renal.
Avaliação clínica e tratamento do paciente
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PREVENÇÃO
Promovendo as medidas preventivas
Mensagens para a Comunidade
O técnico de saúde deve promover o aumento de conhecimentos das famílias e comunidades sobre a malária, o modo de transmissão e a compreensão de que o mosquito é o único vector da malária, e portanto a importância da adopção das medidas de prevenção da malária, como o uso correcto e consistentemente a rede mosquiteira tratada com insecticida de longa duração, a colaboração com os rociadores para pulverizarem as suas casas, e a necessidade de que as mulheres grávidas procurem o Tratamento Intermitente Presuntivo (TIP) nos serviços de Consulta Pré – Natal.
Igualmente importante é que seja promovida a procura atempada dos cuidados de saúde na Unidade Sanitária para diagnóstico e tratamento em caso de sinais e sintomas de malária.
Uso correcto e conservação da rede mosquiteira
Na altura da distribuição de redes mosquiteiras deve disseminar mensagens sobre a necessidade de evitar o mau uso das mesmas nas machambas ou para a pesca e como utilizar de forma correcta, principalmente para proteção das crianças menores de cinco anos e das mulheres grávidas.

Limpeza da casa e do quintal


Referências